sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Samsonite nunca mais!

Em fevereiro do ano passado (2010), meu marido comprou uma mochila Samsonite, modelo Unity ICT Laptop Backpack, com 3 anos de garantia. Como todo produto da marca, não custou barato. Pouco tempo depois, a mochila rasgou. Ele entrou em contato com a loja, que o encaminhou para um conserto autorizado em Copacabana. Foi feito o reparo e, com mais uns dias de uso... rasgou novamente! Depois de uma segunda ida a Copacabana, a mochila rasgou pela terceira vez! Sem muita paciência, meu marido comprou outra mochila e aposentou essa, que ficou guardada no armário durante meses, até que resolvi resgatá-la.
Pensei que, se eu que sou super cuidadosa e delicada usasse a mochila, teria mais sorte. Fiz uma terceira viagem à oficina autorizada do Rio e providenciei mais um conserto. Com menos de um mês de uso, a mochila estava destruída.
Entrei no site "Reclame aqui" e registrei minha saga. Uma pessoa da Central de Consertos de São Paulo entrou em contato comigo através de e-mail e solicitou que eu enviasse a mochila por SEDEX a cobrar. Eu estava com o pé recentemente operado, mas não sou de desistir fácil. Perdi a primeira viagem que fiz com dificuldade aos Correios, porque não sabia que iria precisar do CNPJ da empresa. Retornei mais uma vez a passos lentos e enviei minha mochila no dia 24/10/2011.
Passados 38 dias, recebi a mochila de volta em minha casa hoje. Fui inspecionar as costuras para ver se estavam firmes. Qual não foi a minha surpresa quando o tecido rasgou na minha mão!
Que material é esse que se desmancha ao primeiro toque?
Eu me considero uma pessoa persistente, mas com toda a sinceridade, não aguento mais. É ou não é para enlouquecer??
Vejam as fotos. Isso aconteceu sem uso, simplesmente inspecionando as costuras. Imagine depois de usar! É uma pena que eu não tenha tirado fotos de como ela estava quando eu usei durante uns 15 dias, com um simples Notebook dentro. Será que ela foi feita para ser usada vazia???





Como tomar banho com o pé operado ou engessado

Parece fácil, mas não é. Quando a gente está com o pé operado ou engessado, é uma luta conseguir tomar banho sem molhar o curativo ou o gesso.
Marinheira de primeira viagem, passei por muito sufoco quando operei meu pé direito de joanete. Agora, na cirurgia do pé esquerdo, já estava bem mais experiente e resolvi dividir minhas aprendizagens com quem precisar.
Não recomendo envolver com um saco plástico e colocar elástico para segurar. A água escorre por dentro e molha tudo!


A melhor opção é usar um filme PVC, desses que a gente usa em microondas ou para guardar restos de comida na geladeira. Vou tomar emprestada uma imagem do site www.mundoeducacao.com.br e colocar ao lado, só para exemplificar.
Há muitas marcas no mercado. Algumas são muito ruinzinhas e rasgam quando você está tentando enrolar. Farei uma propaganda gratuita aqui de uma marca que usei e funcionou bem:

http://www.royalpack.com.br/



Com o tempo, fui descobrindo que não há necessidade de se usar uma quantidade muito grande. O segredo é colar bem uma camada na outra, tirando alguma bolha de ar que possa ter restado. Nos dias mais críticos - como os primeiros dias de cirurgia -, coloque um esparadrapo micropore na parte superior (unindo a pele e o filme PVC) e outro mais ou menos na altura do tornozelo, para garantir que não se forme uma canaleta, por onde a água possa entrar. Dessa maneira, ela vai escorrer por fora e não irá molhar por dentro.
Caprichando bem e seguindo esses conselhos, dá pra tomar banho sem molhar absolutamente nada.
No final, vale a pena dar uma secada com a toalha antes de desenrolar, para evitar que as gotas d'água que ficam por cima do plástico caiam sobre o pé.
Qualquer dúvida, é só entrar em contato, que terei prazer em ajudar.

A burocracia acima de tudo!

Eu presenciei uma situação surreal na agência dos #Correios do Largo do Machado. Um senhor com deficiência física pegou a senha normal por engano. Ele era muito humilde, nem sei se sabia ler. Começaram a chamar um monte de gente, e nada de ele ser chamado. Eu estava achando estranho. Daí, apareceu um número do atendimento especial e não veio ninguém - alguém deve ter pego a senha e desistido. Ele foi até esse caixa. A moça não o atendeu, alegando que ele estava com senha de atendimento normal! Mandou que ele fosse lá pegar outra senha. O homem foi, apoiado nas muletas. A cada dois ou três passos, as pernas falhavam, os joelhos dobravam involuntariamente. Uma cena deprimente. Eu não acreditei. Alguém tinha dúvidas de que ele merecia atendimento especial? Alguém reclamaria que ele estava furando a fila? Além disso, o dono da senha nem estava mais dentro da agência. Não aguentei ficar calada. Levantei do meu lugar, fui até um caixa que estava vagando e perguntei: "Ninguém aqui tem coração, não? Esse senhor pegou a senha errada. E daí? Custa alguém atendê-lo mesmo assim?". Fui solenemente ignorada. O atendente também se negou, por causa da porcaria da senha. Enquanto isso, um monte de gente passou na frente dele. Agora, só me resta torcer para ele ganhar a Tele Sena que foi comprar! Tomara que ele fique bem rico!! Pelo menos, isso...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Gravidez depois dos 50 anos

Nos últimos tempos, tenho visto diversas mulheres acima de 50 anos irem a público anunciar suas gravidezes, enchendo de esperança quem ainda não conseguiu realizar o sonho da maternidade. Algumas declaram ter sido natural; outras até confessam ter se submetido a tratamento, mas ninguém admite a possibilidade de ter usado óvulos de uma terceira pessoa.
Confesso que cheguei a acreditar nisso, antes de conhecer melhor o assunto. Mas quase toda mulher com dificuldades para engravidar se torna especialista em reprodução humana. Nos fóruns dedicados ao assunto, engenheiras, arquitetas, advogadas, psicólogas e tantas outras profissionais sem nenhum vínculo com a Medicina desfiam um conhecimento surpreendente. Eu não fugi à regra e me dediquei a buscar todas as alternativas, depois de ter engravidado e sofrido um aborto espontâneo aos 45 anos, estudando e pesquisando muito durante quase dois anos.
A primeira coisa que aprendi foi que não bastava aparentar menos idade, ter sempre levado uma vida saudável e ovular regularmente para conseguir gerar um filho saudável. Os óvulos são células que nascem com a mulher e não se renovam. Por essa razão, depois dos 40, vão se tornando geneticamente inviáveis, simplesmente porque já estão muito velhinhos para originar um embrião que possa vingar. E a natureza é muito sábia. Mesmo que ocorra a fecundação, como foi o meu caso, os embriões de qualidade muito ruim tendem a ser descartados. Por isso, a incidência de aborto em mulheres dessa faixa etária é tão alta.
A partir dos 45 anos, as chances de uma mulher dar à luz um filho gerado a partir de seus próprios óvulos é próxima de zero! É claro que algumas pessoas fogem dessa estatística cruel, assim como há felizardos que ganham na Mega Sena. Mas é fundamental sempre ter em mente que a probabilidade é extremamente baixa.
Não sei se saber de tudo isso quando eu ainda estava no auge de minha capacidade reprodutiva teria mudado a minha realidade. No meu caso específico, o adiamento da maternidade não foi voluntário. Mas há mulheres que deliberadamente deixam para mais tarde, acreditando nos milagres que a medicina pode fazer. É com elas que eu me preocupo, e é para alertá-las que escrevo este texto.
O que a medicina tem para oferecer para quem já passou dos 45 anos e pretende engravidar, até o momento, é a fertilização in vitro (FIV) usando óvulos de outra mulher. Os médicos procuram escolher uma doadora com características semelhantes às da receptora, saudável e jovem, aumentando as chances de sucesso. Há muita polêmica em torno disso. No Brasil, a doação tem que ser anônima. Se amanhã, seu filho quiser saber de quem é o DNA que se juntou ao do seu pai, não poderá ter acesso a essa informação. Nada impede também que, em um enredo de novela mexicana, alguém se case com um irmão sem nunca vir a saber disso. Seja como for, por enquanto, essa é a única opção para as mulheres que não podem mais conceber com seus próprios óvulos de gestar, ver a barriga crescer, nutrir com seu próprio sangue e amamentar um filho.
Muitas pessoas fazem essa escolha e mantêm o segredo a sete chaves, não contando nem para os próprios familiares. É um direito. Só acho que, se essa foi a opção, não se deve levar o assunto para revistas e jornais. A mentira tem pernas curtas. Nunca se sabe quando, depois de afirmar ter sido pega de surpresa com a gravidez, você pode ser vista em uma clínica conhecida fazendo transferência de embriões. O mundo da reprodução assistida é pequeno e aberto aos que têm Internet.
Pessoas que eventualmente desenvolvem uma gravidez natural depois dos 50 anos são casos de estudo documentado. Ninguém tem essa sorte toda e passa despercebido pela Medicina. É bom pensar nisso, antes de acreditar em tudo que se lê por aí.
Então, fica aqui o meu conselho: se você está pensando em deixar os planos de gravidez para mais tarde pensando que “se deu certo com elas, vai dar também comigo”, pense duas vezes. Há estudos ainda incipientes falando em rejuvenescimento dos ovários através de acupuntura e hormônios, em possibilidades futuras de se conseguir óvulos a partir de células tronco e outras manipulações genéticas controversas que podem gerar um bebê com a carga genética de três pessoas diferentes! Provavelmente, muitas novidades surgirão nas próximas décadas. Mas, por enquanto, a não ser que a ovodoação seja uma opção, é melhor não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje!

sábado, 9 de julho de 2011

RUN, FOREST, RUN

É inacreditável, mas continuam vendendo cupons do Salão Belle Epoque.
Hoje é o Groupon:
http://www.groupon.com.br/deals/rio/belle-epoque/515843?nlp=&CID=BR_CRM_151_0_0_0&utm_source=Deal_general_newsletter&utm_medium=All_Cities&utm_content=Initial_Version&utm_campaign=Varies
Eu só tenha uma coisa a dizer: RUN, FOREST, RUN!!
Fujam dessa roubada...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nem tudo está perdido!

Entre tantas situações complicadas relacionadas a compras coletivas que vivi ultimamente, hoje tive uma ótima  surpresa. Ainda em novembro no ano passado, comprei um cupom para o DNA Natural do Botafogo Praia Shopping. Nunca imaginei que demoraria tanto a usá-lo, mas coincidiu que não fui mais ao shopping. Como já estava quase para vencer, saí direto da Academia (a Curves do Flamengo, outra excelente compra coletiva que virou pacote de seis meses!) e fui usufruir de minha Pressata e de meu suco terapêutico.
Quando cheguei lá, dei de cara com as portas fechadas! Na hora, pensei: "pronto, mais uma roubada para a minha coleção". No entanto, saíram de dentro dois rapazes e vieram ao meu encontro; eles me explicaram que estavam aguardando somente as máquinas de cartão de crédito para abrir no final da tarde. Como eu não precisaria do cartão para pagar, fui convidada a entrar e ser a primeira cliente! Eram o Ricardo e o Daniel, os novos proprietários junto com a Priscila, a quem fui apresentada depois. Eles me contaram que compraram o local da antiga dona e estavam honrando os cupons vendidos pelo Peixe Urbano.
Escolhi uma mesa (entre todas, já que eu era a única cliente!) com uma vista deslumbrante. Embora o dia estivesse bastante chuvoso, a Praia de Botafogo é sempre um colírio para meus olhos. De vez em quando, as nuvens abriam espaço para que eu visse o Pão de Açúcar e o Morro da Urca, uma revoada de pássaros passando rente à areia e a clássica curva de um avião para pousar no Santos Dumont. 





Sempre digo que um bom comerciante deveria aproveitar esses cupons como seus cartões de visita e conquistar clientes a partir dessa oportunidade. Os donos do DNA Natural conhecem bem essa lição! Fui tratada com tanta gentileza e atenção, que fiquei com vontade de voltar muitas vezes. Eles estão com um cardápio de sopas que merece ser experimentado em uma noite de frio e céu aberto, apreciando o visual noturno da praia. 
Comi a Pressata Marguerita e tomei um suco "Xô TPM". Daqui a alguns dias, a gente pergunta ao Maurício se funcionou, mas que estava uma delícia, isso estava. 
Só teve um pedaço chato: eles quiseram registrar tudo em fotografia. Justo hoje, que eu ralei à beça para aproveitar o último dia da semana para queimar as calorias excedentes! Estava toda descabelada, com roupa de ginástica e muito, muito suada. Não tinha nem coragem de chegar muito perto deles na foto! O pior é que o Daniel vai postar no Facebook! Paciência... Vai queimar meu filme, mas se servir para ajudá-los de alguma maneira, que assim seja.
Ao Ricardo, ao Daniel e à Priscila, desejo muito sucesso e muita sorte. Que esse jeito carinhoso e simpático que eles têm faça a casa ficar cheia de clientes, que saiam de lá tão satisfeitos quanto eu saí.





terça-feira, 26 de abril de 2011

Sandálias Havaianas: agora o chinelo de pobre tem pedigree...

Alguém aí sabia que suas sandálias havaianas tinham sobrenome? Nem eu! No meu tempo, a gente chamava de chinelo de dedo, mesmo. Uma amiga disse que conhecia como sandálias japonesas. Fosse como fosse, era um chinelo baratinho, sem nenhum glamour. Hoje em dia, são vendidas a preços exorbitantes na Europa e nos EUA. Mesmo no Brasil, aonde os estrangeiros vêm e fazem a festa, comprando uma quantidade suficiente para calçar toda a população da China, esses chinelinhos não têm mais aquele precinho de banana de antigamente.
Nos tempos mais remotos, as Havaianas eram famosas por não terem cheiro, não deformarem e não soltarem as tiras. Já não é mais bem assim. Perdi uns três modelitos que simplesmente soltaram aquela bolinha que prende a tira por baixo.
Hoje, liguei para o 0800 deles,  por causa dessa prateada aí da foto, na qual até coloquei um piercing, para ficar mais bonitinha. Quando perdi outras pelo mesmo motivo, nem dei muita bola. Mas essa me deixou chateada. Ao comentar no Facebook, uma amiga sugeriu que eu registrasse uma reclamação, já que ela havia conseguido que substituíssem um par que havia apresentado o mesmo problema.
Depois de uma espera razoável na linha, finalmente fui atendida. A moça ouviu meu relato e perguntou qual era o modelo da sandália. Respondi que era uma "slim lisa", cheia de propriedade, até me achando praticamente uma expert em Havaianas. Então, ela acabou com a minha empáfia acrescentando essa informação surpreendente: "Cada modelo tem seu sobrenome. Você precisa saber isso para que eu possa abrir a reclamação". Completamente aturdida, perguntei como conseguir essa informação tão relevante, sem a qual eu não poderia mais viver, e ela disse que eu a encontraria no site, na loja que vendeu ou na caixa (que nunca chegou às minhas mãos). Respondi que estava diante do computador e já descobriria, mas ela se negou a esperar, alegando que o fluxo de ligações era muito grande. OK, então.
Lanço agora um desafio: alguém sabe o sobrenome dessa criatura????